15/01/09 A manta

Demorei 30h desde Caracas até Santa Marta, na Colombia. Entre os hostels de cada cidade usei 9 meios de transporte.

Saí pelas 5 da tarde para poder pegar o Metro até ao terminal, já que de noite teria que ir num carissimo Taxi porque a probabilidade de ser assaltado sem a segurança da luz diurna é de 100%. No terminal esperei até as 8 da noite pelo BUS até Maracaíbo já perto da fronteira, na companhia de um Americano do Texas (que suponho nao ser muito bem vindo na Venezuela). Lá ultrapassei o complicado processo de entrar num transporte publico de longa distancia venezuelano e, embarcado, debati-me durante várias horas para compatibilizar o sono com o gelado ar condicionado(*). A meio da noite o raio do BUS avariou e lá tivemos de esperar um horita por outro, nada que nao seja comum por estes lados... Mas no meio da confusao, no meio de todos os problemas da companhia o incrivel motorista nao queria deixar o americano entrar por este se encontrar vestido com uma t-shirt sem mangas. Que grande lata! O americano ficou para mata-lo! Enfim, obviamente que a razao falou mais alto e lá embarcamos de novo chegando de manha com algum atraso em cima. O Texano por lá ficou, foi atrás de uma miúda e miraculosamente encontrei 3 australianos com que estive no campo base na Amazónia! Felizes coincidencias que acontecem em viagem.

Aí fomos de taxi até uma praça com taxis até à Colombia. E lá fomos, em direrecçao a Maicon, já do outro lado, em 3 horas de viagem. Acontece que a fronteira estava fechada ao transito automovel e quando o taxista soube disso nem se quis aproximar porque entrando na confusao de carros seria dificil sair. Mas também nao queria devolver o dinheiro, o que me fez ficar muitissimo chateado e acabei aos berros em portunhol. Ele acabou por nos levar, contrariado. A certo ponto nao era possivel continuar mais adiante e tivemos que caminhar 2 km ate ao posto fronteiriço venezuelano onbe para sair tivemos que pagar uma taxa milionaria, que sabe mais a um excepcional ponto final no texto da experiencia venezuelana. Nao antes de esperar 20 minutos pelo regresso da electricidade.

Atravessamos a pé.

Demos entrada no posto Colombiano e daí fomos cada um no seu mototaxi até ao sitio dos taxis (3Km). Pedimos por um taxi para Maicau, mas, graças a Deus, Apareceu uma Van Branca Reluzente vinda do Céu que nos levaria directamente a Santa Marta! Felizes entramos, mas em Maicau desesperamos. Afinal tivemos que esperar mais 4 horas para que a carripana tivesse cheia, momento em que eu disparei de novo o meu Portunhol histericamente eficaz, pois instantaneamente o motorista arrancou, sem todos os lugares preenchidos rumo, finalmente, Á Santa!

Em Sta. Marta mais um taxi para nos levar ao hotel, e nisto já eram 11 da noite.

B'noite.
(*) Comprei uma manta em Manaus. Ela é horrivel, tem desenhos horriveis, em tons enjoativos. Parece uma manta de avó, mas nao das minhas avós! Daquelas avós com cheiro de sopa de cenoura por toda a casa, e com pelo menos um gato e uma nossa senhora em cima da Tv (sobre um napron). Podia muito bem ter vindo cheia de pelo de gato. O material seria considerado muito ordinario no sitio onde nasci. É desagradavel olhar pa ela.

Mas é tao boa...


4 comentários:

Anónimo disse...

adorei este post...

Anónimo disse...

Luís, que experiências fantásticas! Sem dúvida que estás a viver o sonho de muita gente, e da melhor maneira possível!
É bom ver que aquele miúdo irritante que atirava migalhas de pão para o chão da sala se transformou numa pessoa... vá, minimamente interessante! =P
Espero que continues a aproveitar ao máximo a oportunidade fantástica que tiveste e vê se um dia voltas, que isto de saber as coisas pelo blog só, não chega!

Bj e tudo de muito bom para ti, Marlene

TxKoki10 disse...

haha. so we both rode in those old school beat up cars. I dont know what your blog says, but the picture of the red caprice says enough. be safe man.

TRA disse...

napperon ó nabolas.

e manda uma fotografia da manta.

sim,o resto estou me a cagar. estou so com uma fixaçao pela manta.