30/12/08 Jornada III (The Kindness of Strangers)

Cheguei de uma das jornadas mais interessantes que se pode fazer. Estou em Manaus, capital Amazonica, uma cidade de 2 milhoes, arrancada a ferro e fogo da floresta. Provavelmente e uma das cidades mais distantes de outros grandes polos urbanos no nosso planeta. Daqui podem-se fazer excursoes de alguns dias pela selva para observar e conviver com outras especies, apesar de ser muito pouco provavel avistar pumas, anacondas ou mesmo jacares. De qualquer maneira decidi comecar com alguns dias no meio da natureza selvagem e hoje ou amanha ou depois devo partir.

A viagem ate aqui foi um momento alto da minha vida, e se no inicio estava triste por nao ter um natal em condicoes, acabei por viver alguns dos melhores momentos da minha existencia. No segundo dia, dia de Natal portanto, depois de anoitecer recebo a noticia de que um outro barco destes que tranportam pessoas e mercadoria ao longo do all mighty amazonas, esta prestes a afundar-se e que o barco onde eu estava tinha que resgatar todos tripulantes desse. A populacao duplicou e se antes o espaco onde todos dormem nas suas redes estava lotado, agora ficou a rebentar pelas custuras. Entao todo o tipo de gente, desde familias inteiras brasileiras, ate estrangeiros, ricos e pobres, hippies, etc... conviveram debaixo do mesmo tecto e sob as mesmas condicoes, num milagre de gentileza entre estranhos que me mostrou o bom e o melhor que o ser humano e capaz. Deixados para tras todos os preconceitos, tiques sociais, maldade e desconfianca, foram 6 dias de festa, brincadeiras de crianca, longas conversas com grandes e diferentes experencias de vida que me fizeram desvalorizar e esquecer por completo qualquer tipo de conforto material. Mais uma prova da ilusao que o conforto material por onde levitamos pode ser uma ilusao, pois faz-nos tornar estranhos uns para os outros. Faz-nos deixar de ser humildes e abre a porta a muitas mas tendencias, vicios e maus habitos. No barco vivi na pureza que uma sociedade pode viver, mas que nunca vive.

Agora tenho mais uma avo! Era a senhora que durmia na rede da minha esquerda e rapidamente ficamos amigos. Ela achava que eu estava muito magro porque eu falei que tenho viajado sempre a poupar, entao andava sempre a descascar laranjas e mangas e bananas vindas sei la eu de onde, e oferecia sumos de pacote e leites de chocolate e bolachas. Acho que so escrevendo um livro seria feita uma fiel descricao sobre aquela senhorinha idosa adoravel, portanto nao vou escrever nem mais uma palavra para nao cair no engano.

Hoje tenho uma mega festa de reveillon com a gente toda deste hostel enorme, argentinos, franceses, canadianos, americanos, um turco! Ate um paquistanes e dois japoneses!! Ate um Tuga! O primeiro que vejo desde que sai do Rio e que namora uma austriaca.

Um grande abraco e um bom ano 2009.

26/12/08 Amazonas

Dois dias a subir este rio (ainda faltam 4) que e rei no mundo amazonico, e o mais poderoso de todos os rios da Terra!
Vejo, na velocidade do barco, quilometros e quilometros da floresta densa do pulmao do planeta, e admiro-me ao realizar o espaco que anda temos invicto, intocavel, virgem das nossas maos. Custa-me a crer que como esta planicies infinitas verdes e puras, e a fervilhar de vida, outras, nao so na amazonia mas no mundo, fruto de milhoes de anos de evolucao natural, foram disimadas insustentavelmente no curto espaco de tempo que a desmesurada ambicao humana ocupa. Para que? Para que a certo ponto da nossa historia, um segundo no relogio da nossa existencia, alguem, uma elite e por isso mesmo uma minoria, possui-se os prazeres derradeiros que o valor da madeira lhe proporcionou, condenando uma maoria, inocente e pura. Alguem foi enganado quando lhes disseram que era uma boa opurtunidade de fazer algum dinheiro na mao de obra que o desmatamento exige, pois a longo prazo, a pesca, a colheita e assim como todas as actividades sustentaveis que a floresta oferece para sobrevivencia das populacoes locais, ficaram condenadas a um deserto de nao vida. E alguem foi enganado ao comprar moveis da melhor madeira, a pavimentar o chao de suas casa e a ornamentar os tectos dos seus maiores desejos.
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Nas margens, pontualmente vejo uma cabana ou um pequeno povoado. Nao sei o que sao de onde vem, se sao Indios? Nao sei. Devem ser. Sei que sao locais que vivem essencialmente do que o Rio e a Floresta lhes pode dar. Nos rostos das criancas que se aproximam em minusculas embarcoes ha uma tristeza, uma necessidade profunda de nao sei o que, e silenciosamente pedem com o olhar qualquer fonte de ajuda. Ficam de pe, equilibradas no balanco solene das aguas amazonicas e miram-me estaticas com mil perguntas no olhar. Nao sei o que fazer e por isso na faco nada. Tambem quero saber tudo a respeito delas, quero perguntar como passam o inalteravel estado fisico do tic tac do tempo, como fazem para sobreviver, que tecnicas? Sera uma luta muito ardua? O que pensam quando olham para mim, assim como para todas as caras estranhas que passam? Sabem o que existe para la desta prisao selvagem? Ambicionam alguma coisa nas suas vidas? Sobrevivencia, no seu estado mais primitivo da condicao humana e tudo o que ambicionam?
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Muito diferente o percurso de cada um nessa comum caminhada da morte que e a vida... Limito-me a olhar para elas sem resposta, e continuo a ver, na velocidade do meu barco, quilometros e quilometros da floresta densa do pulmao do planeta.

Into the Wild

"The joy of life comes from our encounters with new experiences, and hence there is no greater joy than to have an endlessly changing horizon, for each day to have a new and different sun."

by Chris McCandless

23/12/08 Jornada II

Cheguei a meia hora a Belém, ao Hostel mais roots que eu ja tive.

Saí de manhã cedo de Jeri, ontem. Fui numa "picápi!" até Camocim pela praia num percurso de 2 horas. O único acesso a Jeri na verdade é a praia, e ontem tive que sair bem cedo porque depende da maré. Sem nada no estomago chego entediado a Camocim (o meu hotel de Jeri não servia café da manhã na hora que eu saí). Lá esperei desamparado por uma vã que por sua vez esperava estar cheia para ir até Paranaíba. Em uma hora ficou sobre-lotada e ao meu lado sentou-se uma mãe com dois gémeos no colo. Eram amorosos e para me distrair do desconforto fui engrançando com eles. Um dos gémeos adormeceu no colo da senhora e o outro agarrou-se a mim e veio no meu colo o resto da viagem. Foi muito engraçado, mas passado 15 minutos também a mulher adormeceu e eu só queria mandar o crianço pla janela fora! Chegado a Paranaíba, com a cabeça feita em água, tive sorte e em 20 minutos estava dentro do ônibus para Teresina. A viagem foi relativamente calma e cheguei ao destino em 7 horas. Lá, na capital do estado do Piauí, espero nervosamente pelo que me vai levar finalmente para Belém. O que aconteceu foi que na hora que eu cheguei a menina não sabia dizer se ia haver lugar para mim e tive que de pé esperar 3 horas pela resposta. Consegui o lugar, o último e por isso mesmo a fava. Calhou-me o assento ao lado do "banheiro" e tive que aturar durante 16 horas o abrir e fechar da porta e o fedor nauseabundo que exponencialmente subiu de intencidade durante a viagem. Mais uma vez sem bateria no MP3, sem horas, sem nada! Passo o tempo a olhar para o boneco, e a pensar na morte da bezerra. E então chego a Belém, pego um Taxi porque não aguento nem mais um segundo dentro de um ônibus e vou para o Hostel. Cá espera-me uma simpática turma de alucinados argentinos e espanhois, mas acho que (mais um vez, inevitavelmente) me vou divertir.

19/12/08 Jeri Paradise, e uma CRITICA...

Estou em Jeri faz 3 dias. E esta foi a melhor descrição que arrumei ate agora:

Jeri,

Um deserto, com oásis demais para ser deserto.
Uma praia, longa demais para ser assim... só uma praia.
Uma aldeia, mas tão deslumbrante que parece pouco chamar-lhe assim so... uma aldeia.
Um reino do Sol, e um reino do vento que traz no seu sopro de musa qualquer coisa de romantico e latino.
Uma celebraçao da Natureza em perfeito estado de harmonia.
Um quente luminoso dado aos homens, e por isso mesmo... efemero.

.... muito lindo eu sei.

A verdade é que estou a amar. Uma vez alguem me disse que o amor nao é uma relaçao exclusivamente humana, e que podemos sentir amor por tudo. Pois bem, acredito agora. Amo este lugar! Um paraiso, a minha Terra Prometida.

Sao tardes de meditaçao e escrita deitado em redes de fim de tarde, cavalgadas pelas dunas e praias infinitas, futebol ao almoço com as adoraveis crianças locais, interacçao de pessoas de todo o mundo, passeios de buggy até lagoas perdidas, é um por do Sol que nao é superior ao melhor por do sol da minha vida, o da praia grande. Este lugar fascina-me... é relativamente recente o dado a conhcer ao mundo sobre este espaço. Quanto tempo ira durar..? Quantos lugares por explorar ainda nos restam?

As pessoas que chegam aqui vem a procura do vento que lhes permite horas e horas de windsurf e kitesurf. Vem em busca de autenticidade natural, de abertura de mente, de energia positiva. Fogem do aperto cada vez maior que a evoluçao dos nossos tempos exige. Jeri é refugio e como todos os refugios temo que um dia vai deixar de ser como é. Vao surgir resorts, campos de golf, meios de transporte mais evoluidos, e com isso, como bem se faz no brasil virao as favelas, a poluiçao, e os cavalos marinhos que vi hoje, acho que nao vao resistir. Mais uma extinçao irremediavel, mais um tesouro da natureza perdido...

O ser humano tem essa paixao primitiva por lugares inexplorados, pelo gosto que da ser o primeiro a pisar certas terras e lugares, pelo explendor de novas especies de vida e fenomenos naturais. Infelizmente o espaço do nosso planeta é finito, e nos somos cada vez mais...

A dona do Hostel em Fortaleza, a Gisele, deu ao mundo uma criança, é adoravel. No seguimento de uma conversa que tivemos sobre familia, eu perguntei para quando estava programado a proxima. Surpreendentemente, e nao deixo de sentir admiraçao por isso, ela disse que apesar de ter muita vontade, sente que é melhor para o mundo se nao tiver. Falamos sobre o que eu ja sabia, mas que agora considero um dos maiores problemas no futuro da humanidade: a sobrepopulaçao. De ano para ano, exponencialmente vamos crescendo em numero (cegamente (e também incontrolavelmente?)). Gisele acha que é mais uma bomba relogio (mas das grandes) no armario das bombas relogio que ja existem, como a escassez de agua, o aumento do nivel das aguas dos mares, o aquecimento global, a extinçao massiva de especies de fauna e flora, o desequilibrio dos habitats e ecossistemas e tudo o que isso pode provocar, etc, etc... Facil pensar que isso nao é demasiado importante, que é passageiro e que como tudo, alguem ira resolver o problema mais tarde ou mais cedo. Pois por enquanto continuamos a viver no conforto das nossas vidas. Mas serao elas, no tempo, saudavelmente sustentaveis? Ou seja, sera que as geraçoes futuras, os nosso filhos, irao poder gozar do mesmo conforto de que gozamos? Estatisticamente nao. Grandes mudanças de atitude nas sociedades tem que ocorrer, mas sera que isso vai acontecer? E a tempo? Pelo que vejo, nem sequer em minha casa em Portugal (um pais considerado desenvolvido) se separa o lixo, ou se poupa na energia como seria desejado. Mesmo eu ainda nao interiorizei certas pequenas coisas que colectivamente sao enormes passos para a mudança.

"Para mim é o apocalipto" diz Gisele com meio sorriso na cara, meio triste também. Prefiro acreditar num desafio, dos grandes, que temos pela frente, e que ira ser ultrapassado.

Mas como é que as coisas vao mudar, se mesmo pessoas quem eu considero com um nivel intelectual superior a media, conseguem continuamente destruir qualquer tipo de iniciativa pro-ambiente com a mais redutora e inferiorizante das perguntas: "Agora és dos verdes, é?" Pois bem, eu sou!

A nossa sociedade preocupa-se tanto com temas que merecem tao pouco tempo. Mas fogem dos temas que realmente merecem profunda reflexao e preocupaçao, a acima de tudo acçao! A preguiça é a mais grave das doenças sociais.

Bom, mas voltando ao maravilhoso mundo encantado da minha viagem (because we live on fascination!) algumas imagens dos ultimos dias:

16/12/08 Fortaleza (este texto é um bocado sem graça)

Estive alguns dias em Fortaleza, uma cidade de 3 milhões de habitantes, um oásis nas terras áridas do Ceara!

O hostel onde dormi tem as condições ideais para ser abominado. Tem muitos mosquitos, barulho, e casas de banho partilhadas, e não tem ar condicionado (nem sequer ventoinha), não tem privacidade, não tem espaço nem conforto material. Ainda assim, foi o melhor sitio onde poderia ter ficado. O facto de ser indicado pelo guia da Lonely Planet como o sitio mais barato e melhor localizado, chama pessoas de todo o mundo que por la passam. Conheci então franceses, uma suíça, um brasileiro de Manaus (talvez o veja de novo mais tarde), três ingleses, uma americana e um canadiano. Tem graça porque faz muito tempo que não passava la um português. Depreendi isso das palavras da (muito gentil) dona do Hostel, a Gisele: "Nossa, é raro! Os portugueses são comodistas demais pra vir aqui!".

Fortaleza esta muito perto do equador, então não há distinção de estações, e o sol que eu tanto tenho procurado finalmente encontrei. Mais forte e luminoso que nunca. O escaldão foi inevitável, As praias em volta da cidade são cheias de gente, vida e festas de samba, forro, pagode, etc...

Entre grandes noites, bem acompanhado, em bares e discotecas, longas conversas com pessoas de todo o mundo cada uma com a sua historia, a sua aventura e os seus interesses, entre grandes surfadas (ou nao) e longas caminhadas pelas praias de Iracema, Beira Mar e Meirelles, esgotei o que Fortaleza tinha para dar. Adorei, mas é uma cidade que se esgota rapidamente na oferta que tem. Vim entao para Jericoacoara e espero uma graça de deus para que me sinta inspirado o suficiente para descrever justamente este local!

On The Road

"...é verdade que começamos a vida como uma criancinha crédula sob a protecçao paternal. Mas entao chega o dia da indiferença, em que o ser descobre que é um desgraçado, um miseravel, fraco, cego e nu, e com a aparencia de um fantasma fatigado e fatidico avança tremulo por uma vida de pesadelo."

By Jack Kerouac
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Nao sao palavras minhas... mas acho que toca a todos (ainda que pontualmente) este sentimento, a determinada altura da vida.

12/12/08 Jornada


Saio de Salvador como quem foge da chuva, vou para norte em horas interminaveis de ônibus. Sempre que olho pela janela continuo sem ver o azul do Ceu e o dourado do Sol. Os ares condicionados constipam-me, os Kilómetros seguem-se uns a seguir os outros. Campos infinitos de plantações de cana de açucar, de pastos, de rios e bosques, as palmeiras dão o ar exótico da coisa. A bateria do MP3 acabou à muito, tenho livros, guias, desenho, durmo, converso com quem não me quer ouvir, oiço quem eu não quero ouvir. Penso nisto e naquilo, escrevo o que me vem a cabeça. De 4 em 4 horas mais uma paragem, mais uma diferença de temperaturas, do gelado e seco do transporte, para o quente e húmido da Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará... As pessoas entram e saem, também eu saio numa ou noutra cidade para trocar de ônibus. Vejo o sol nascer, morrer, renascer, (re)morrer e nascer de novo. Por vezes tenho tempo para um passeio de mochilão nas costas por uma qualquer cidade: João Pessoa, Natal, Recife, nomes tão tentadores mas tão ensombrados pelas chuvas dos próximos dias. Relógio? No inicio ia olhando pelo do Celular, que tembém ficou sem bateria. Aliás, perdi o carregador. É bom demais não ter horas fixas e guiarmo-nos pelo movimento do Sol (é pena é ser tão raro ele aparecer). Algumas excepções:


Fortaleza tem o Sol que eu procuro.

09/12/08 Salvador, capital baihana

Salvador revelou ser uma cidade cheia de energia e encantada. Faz-me lembrar muito o nosso Porto, mas com sangue brasileiro a correr-lhe nas veias.

Como o Porto, a capital Baihana reveste-se de calçada escura nas suas ruas ingremes e apertadas. As fachadas possuem camadas de tinta numa tentativa de coloração alegre, mas o desfeixo é de solene estado de ruína nas construções ribeirinhas que lutam desajeitadamente por verticalidade. As telhas são escuras de sujidade e enchem-se de pombos sempre à espreita. O movimento citadino e barulhento das pessoas é uma explosão nesta melancolia. Elas passam, vendem, compram, param para descançar, olham as vistas dos pontos priviligiados, grupos de turístas riem e fotografam, os pobres choram e desesperam por alguns centavos. Esta cidade tem qualquer coisa de monumental. Como o Porto se debruça sobre o Douro, Salvador debruça-se sobre a Bahia de Todos os Santos, num jeito romantico mas orgulhoso da sua historia, do que foi e do que é.

Gostei particularmente do estilo bem português de ser da cidade, onde uma zona baixa ribeirinha se vira para o comercio portuário e piscatório, para os armazéns e acessos, para os mercados e espaços abertos e luta por estar constantemente bem ligada à zona alta e nobre, o Pelourinho, onde abundam igrejas de um barroco exótico, palácios e praças públicas requintadas por fontes e estátuas, e um comercio de luxo. O elevador do Lacerda foi a inevitavel peça que com o tempo surgiu da relação entre a Alta e Baixa de Salvador. Fui evitando usá-lo, por um lado para explorar melhor as ruas que sobem e descem, e por outro por achar que era uma coisa muito turística logo o preço seria irritantemente descabido. Afinal eram só 5 centavos e acabei por subir e descer 4 vezes!

Na volta para o Hostel começou uma chovada demasiado intensa para ser verdade, corri, pus a pata na poça e dei a maior queda que me lembro ter dato. Foi numa calçada, uma das chanatas saiu-me do pé, e quando forcei o meu peso para cima do outro pé fiz um aquaplaning ridículo no meio de uma rua com imensa gente a resguardar-se da chuva, eu era o palco eles a plateia.. eu dei o espectaculo, eles aplaudiram, o meu rabo dói, e a minha roupa TODA vai ter de ir para a maquina de lavar que eu não tenho!

A chuva já me deu demasiados prejuízos.