The end as a new beginning

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A vida não passa de um Grande logo se vê.
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24/01/09 Bogotá de Colombia

Só 3 dias em Bogotá. Sabe a pouco. Mas posso dizer que é espectacular. Adoro a Colombia. Adoro. E quero voltar para conhecer melhor.
Até aqui demorei 20 e poucas horas de BUS, as estradas colombianas tem muito que se lhe diga... Mas cá cheguei e, apesar de saber que era um bocado mais fresca que a costa caribenha, nunca me passou pela cabeça que fosse tao fria. Bogotá pousa a 2600 metros de altitude, e isso é suficiente para anular qualquer efeito que a proximidade da linha do equador possa ter. Ora nao estava minimamente preparado, so tinha umas calças de ganga e uma t-shirt de mangas compridas. Depois de dar umas voltas convencido que nao precisava de gastar dinheiro por tao pouco tempo, assumi que precisava urgentemente de um casaco e dirigi-me a uma ATM para sacar algum dinheiro. Ja tinha escolhido o casaco. Pelo caminho para o banco passei por um casino, joguei 20000 pesos ganhei 250000!! Isto nunca me tinha acontecido, sou normalmente muito mau jogador, nao sei parar, e por 3 vezes que ia perdendo tudo. Ia ganhando e perdendo, ganhando e perdendo até que que atingi este valor e tive que parar. Ah, tava a jogar na roleta. Moral da historia: Podes perder uma vez, duas, tres ou mesmo quatro, mas nunca desistas que acabaras sempre por ganhar.

E agora tenho uma casaco, e ainda me sobraram uns tostoes!

Turisticamente nao me apetece escrever, depois ponho umas fotografias. Mas TENHO que descrever a noite de ontem.

Conheci um colombiano no couch surfing. E combinamos ele mostrar-me o que se passava ontem na noite Bogotana. Marcamos estar pelo cedo num bar quaquer. La fui de Taxi, cedo demais, e para fazer tempo dei uma volta por uma que é a rua mais frequentada da noite. É assim 2 vezes a Av. da Liberdade e so tem bares, restaurantes e discotecas, É enorme! Estava com uma cerveja na mao e apeteceu-me fumar um cigarro (relax, fumo muito de vez em quando). E pousei a cerveja num poste pequeno. No momento em que usava o isqueiro apareceram 3 tipos, com bastante mau aspecto. Um deles deu um toque na minha cerveja suficiente para que ela fosse parar ao chao. Bom, pensei eu num repentino choque nervoso, alguma vez tinha que ser. Ainda nao tinha sido assaltado na America do Sul e naquele momento fugir so iria piorar as coisas. Nao disse nada. O Javier assaltou-me em espanol por isso nao me lembro das palavras exactas, mas pelo meu portunhol eles perceberam que eu nao era Colombiano, o que me deixou ainda mais nervoso. Disse que era "brasileño". Sempre é menos susceptivel de riqueza que um portugues! Entao o Javier começou a falar comigo em Portugues, porque a mae dele é brasileira. (nisto ja eu lhes tinha dado 50000 pesos). E falamos um pouco de Futebol, o qual o Javier é apaixonado. Mais cinco minutos de conversa e estavamos as gargalhadas. Os outros 2 eram uma risada, nao me lembro dos nomes, o Javier liderava o trio e só me fazia perguntas sobre o Rio, o futebol, o Fluminense as cariocas, a praia, etc... Pediu desculpa pela cerveja e convidou-me para ir para uma festa para onde eles iam. Eu estava tao admirado com aquilo tudo que nem hesitei, vamos la ver essa festa! Andamos 15 minutos, fomos para uma paralela a que estavamos, entramos num predio, descemos por uns degraus e um corredor cheios de gente com musica realmente heavy ao fundo. Toda as pessoas estavam vestidas de preto, tinham correntes, tatuagens, vi tudo o que é mau concentrado num salao (daqueles dos filmes) todas as drogas, bebidas, e mais ainda improprio para crianças. Apertado entre a multidao (felizmente tinha uma t-shirt preta) recusei todas as ofertas de cocaína, nao dei nem um gole em nenhuma bebida, mas tentei curtir um bocado. Claro que o Javier, nem ve-lo! Mas que raio de gente é esta! O que fazem durante o dia? Devem-se tentar suicidar mas nem isso conseguem... Enfim, fiquei la 2 horas, e até gostei, mas depois achei melhor ir embora, tinha uma zona aberta para o exterior com uma fogueira e tipos a dançar como os Indios onde fui assediado por 2 góticas que eram um verdadeiro vomito, fugi, mas ainda fui aos "baños", ou melhor, entrei um metro e perdi a vontade. Fui-me embora de vez. E hoje vou-me embora de Bogota.

Gostava de ficar mais uns dias,mas ja foi bom para me habituar ao frio...

Tenho um voo hoje de tarde.

23/01/09 Museo del Oro de Bogotá

Hoje em dia só um muito bom museu me consegue prender a atençao durante toda a sua exposiçao. Neste em particular, fiquei pedrado com tanto ouro, tem 35 mil peças, todas do periodo pré-hispanico, o que revela duas coisas: Uma civilizaçao extraordinariamente avançada que foi totalmente dizimada pelos espanhois (nao admira!!) e, outra coisa, os portugueses deviam ter metido a linha de tordesilhas mais pa esquerda.

21/01/09 Cartagena de Indias

Como é que eu só ouvi falar desta maravilha este ano? Cartagena é a perola caribenha do colonialismo espanhol.

Fundada por Andaluzos, a cidade tem as caracteristicas do sul de Espanha e um ritmo bem latino e romantico. Assim sendo, para além do que se vê, é uma cidade que se sente com todos os sentidos quando se caminha pelas suas ruas, becos e praças. Com os seus cheiros de maresia e flores, o ar quente passa e faz transpirar. O sol do meio dia aquece o barro das telhas, vasos e pavimentos e transforma Cartagena num forno, que obriga a fugir por algumas horas para as praias em volta. A pedra das suas muralhas é fria nos becos escuros, e pontualmente encontro locais de imensa frescura onde me demoro, sento e respiro o mesmo ar que ao longo dos seculos, marinheiros e piratas, comerciantes do ouro e das esmeraldas, escravos, soldados, prisioneiros, cortesaos e reis respiraram. Abstraio-me e oiço os mesmos sons. As conversas, as lutas, o ferro a ser forjado, a violencia das carroças a abrir caminhos entre todo o tipo de gente. O mesmo barulho da agua na fonte antiga onde estou. É magico nao é?

20/01/09 Santa Marta e Taganga

Gosto da Colombia, na verdade inda conheço pouco, mas chega para dizer que gosto. As pessoas sao muito simpaticas, sabem receber de uma maneira ainda mais calorosa que os brasileiros, fazem-nos sentir automaticamente apaixonados pelo sitio, fazem-nos sentir em casa, num misto de alegria carioca e simpatica alentejana. Tem qualquer coisa de alentejo por cá. As mulheres dos restaurantes fazem sempre o "jeitinho" da dose extra, e metem conversa, os velhos nas ruas dizem "buenas" assim como os velhos alentejanos dizem "b'tardii" com um sorriso espectacular na cara. As crianças ainda nao ganharam a exagerada ambiçao dos olhares das crianças portuguesas, a fome por ter (e os kilos a mais). Nao senti qualquer tipo de insegurança nas ruas, mas sim um alto nivel de civismo. As cidades estao limpas, as pessoas nao jogam lixo no chao, nao chateam, nao exageram. O tempo passa agradavelmente quente pela brisa caribenha dos dias, e quando paramos para pensar ja passaram dias a mais.

É tempo de descer e começar a ir e direcçao ao rio.

Resumidamente foram alguns dias de curso de mergulho. Durante 4 dias mergulhei 2 vezes de manha e estudei a teoria de tarde, porque teriamos teste no ultimos dia. Passei com 84%. Estive sempre na companhia de 3 Australianos, a Leane, a Alex e o Garret, um grande abraço. Ajudaram-me muito porque a teoria estava toda em ingles, felizmente consegui passar.

No dia depois do exame fomos festejar com mais uns do hostel para um sitio espectacular com algumas quedas de aguas, e para um praia. Foi Bom, mas agora tenho que ir para sul, escrevo de Cartagena que é muito bonito, e vou hoje para Bogotá! Lá tenho uma importante decisao a tomar!

18/01/09 Scuba Diving

Tirei um curso, agora sou oficialmente um Scuba Diver!

15/01/09 A manta

Demorei 30h desde Caracas até Santa Marta, na Colombia. Entre os hostels de cada cidade usei 9 meios de transporte.

Saí pelas 5 da tarde para poder pegar o Metro até ao terminal, já que de noite teria que ir num carissimo Taxi porque a probabilidade de ser assaltado sem a segurança da luz diurna é de 100%. No terminal esperei até as 8 da noite pelo BUS até Maracaíbo já perto da fronteira, na companhia de um Americano do Texas (que suponho nao ser muito bem vindo na Venezuela). Lá ultrapassei o complicado processo de entrar num transporte publico de longa distancia venezuelano e, embarcado, debati-me durante várias horas para compatibilizar o sono com o gelado ar condicionado(*). A meio da noite o raio do BUS avariou e lá tivemos de esperar um horita por outro, nada que nao seja comum por estes lados... Mas no meio da confusao, no meio de todos os problemas da companhia o incrivel motorista nao queria deixar o americano entrar por este se encontrar vestido com uma t-shirt sem mangas. Que grande lata! O americano ficou para mata-lo! Enfim, obviamente que a razao falou mais alto e lá embarcamos de novo chegando de manha com algum atraso em cima. O Texano por lá ficou, foi atrás de uma miúda e miraculosamente encontrei 3 australianos com que estive no campo base na Amazónia! Felizes coincidencias que acontecem em viagem.

Aí fomos de taxi até uma praça com taxis até à Colombia. E lá fomos, em direrecçao a Maicon, já do outro lado, em 3 horas de viagem. Acontece que a fronteira estava fechada ao transito automovel e quando o taxista soube disso nem se quis aproximar porque entrando na confusao de carros seria dificil sair. Mas também nao queria devolver o dinheiro, o que me fez ficar muitissimo chateado e acabei aos berros em portunhol. Ele acabou por nos levar, contrariado. A certo ponto nao era possivel continuar mais adiante e tivemos que caminhar 2 km ate ao posto fronteiriço venezuelano onbe para sair tivemos que pagar uma taxa milionaria, que sabe mais a um excepcional ponto final no texto da experiencia venezuelana. Nao antes de esperar 20 minutos pelo regresso da electricidade.

Atravessamos a pé.

Demos entrada no posto Colombiano e daí fomos cada um no seu mototaxi até ao sitio dos taxis (3Km). Pedimos por um taxi para Maicau, mas, graças a Deus, Apareceu uma Van Branca Reluzente vinda do Céu que nos levaria directamente a Santa Marta! Felizes entramos, mas em Maicau desesperamos. Afinal tivemos que esperar mais 4 horas para que a carripana tivesse cheia, momento em que eu disparei de novo o meu Portunhol histericamente eficaz, pois instantaneamente o motorista arrancou, sem todos os lugares preenchidos rumo, finalmente, Á Santa!

Em Sta. Marta mais um taxi para nos levar ao hotel, e nisto já eram 11 da noite.

B'noite.
(*) Comprei uma manta em Manaus. Ela é horrivel, tem desenhos horriveis, em tons enjoativos. Parece uma manta de avó, mas nao das minhas avós! Daquelas avós com cheiro de sopa de cenoura por toda a casa, e com pelo menos um gato e uma nossa senhora em cima da Tv (sobre um napron). Podia muito bem ter vindo cheia de pelo de gato. O material seria considerado muito ordinario no sitio onde nasci. É desagradavel olhar pa ela.

Mas é tao boa...