12/12/08 Jornada


Saio de Salvador como quem foge da chuva, vou para norte em horas interminaveis de ônibus. Sempre que olho pela janela continuo sem ver o azul do Ceu e o dourado do Sol. Os ares condicionados constipam-me, os Kilómetros seguem-se uns a seguir os outros. Campos infinitos de plantações de cana de açucar, de pastos, de rios e bosques, as palmeiras dão o ar exótico da coisa. A bateria do MP3 acabou à muito, tenho livros, guias, desenho, durmo, converso com quem não me quer ouvir, oiço quem eu não quero ouvir. Penso nisto e naquilo, escrevo o que me vem a cabeça. De 4 em 4 horas mais uma paragem, mais uma diferença de temperaturas, do gelado e seco do transporte, para o quente e húmido da Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará... As pessoas entram e saem, também eu saio numa ou noutra cidade para trocar de ônibus. Vejo o sol nascer, morrer, renascer, (re)morrer e nascer de novo. Por vezes tenho tempo para um passeio de mochilão nas costas por uma qualquer cidade: João Pessoa, Natal, Recife, nomes tão tentadores mas tão ensombrados pelas chuvas dos próximos dias. Relógio? No inicio ia olhando pelo do Celular, que tembém ficou sem bateria. Aliás, perdi o carregador. É bom demais não ter horas fixas e guiarmo-nos pelo movimento do Sol (é pena é ser tão raro ele aparecer). Algumas excepções:


Fortaleza tem o Sol que eu procuro.

Sem comentários: